E eu não me importei se eu devia estar com raiva dele. Eu não me importava se eu devia estar com raiva de todo mundo. Eu me inclinei pra ele, encontrei a sua mão na escuridão, e me puxei pra mais perto dele. Os braços dele me circundaram, me segurando contra o peito dele. Os meus lábios procuraram, caçando na garganta dele, no seu queixo, até que eu finalmente encontrei os
lábios dele. Edward me beijou suavemente por um momento, e então ele gargalhou. "Eu estava todo preocupado por causa da briga que ia envergonhar os ursos pardos, e é isso que eu ganho? Eu devia te deixar furiosa mais vezes". "Me dê um minuto pra ajeitar isso", eu caçoei, beijando ele de novo. "Eu espero o quanto você quiser", ele sussurrou nos meus lábios. Os dedos dele se entrelaçaram nos meus cabelos. A minha respiração estava ficando desigual. "Talvez de manhã". "O que você preferir". "Bem vindo ao lar" eu disse enquanto os lábios frios dele se pressionaram na minha mandíbula. "Eu estou feliz por você ter voltado". "Isso é uma coisa muito boa". "Mmm", eu concordei, apertando mais os meus dedos no pescoço dele. A mão dele se curvou no meu cotovelo, descendo lentamente pelo meu braço, através das minhas costelas e pela minha cintura, traçando o meu quadril e descendo pela minha perna, ao redor do meu joelho. Ele parou aí, a mão dele circulando o meu tornozelo. Ele puxou a minha perna pra cima de repente, passando ela pelo quadril dele. Eu parei de respirar. Esse não era o tipo de coisa que ele permitia. Apesar das mãos frias dele, eu me sentí quente de repente. Os lábios dele se moveram na base da minha garganta. "Não é pra trazer a ira prematuramente", ele sussurrou. "Mas será que você pode me dizer o que há nessa cama a que você se opõe?" Antes que eu pudesse responder, antes que eu sequer pudesse me concentrar o suficiente pra entender o significado das palavras dele, ele rolou para o lado, me colocando em cima dele. Ele segurou o meu rosto com as mãos, angulando ele para que a sua boca pudesse alcansar a minha garganta. A minha respiração estava muito alta - era quase embaraçoso, mas eu não conseguia me importar o suficiente pra ficar envergonhada. "A cama?" ele perguntou de novo. " Eu acho ela legal". "É desnecessária", eu consegui botar pra fora. Ele puxou o meu rosto de volta pra o dele, e os meus lábios se encaixaram nos dele. Lentamente dessa vez, ele rolou até estar em cima de mim. Ele se segurou cuidadosamente pra que eu não
sentisse nada do peso dele, mas eu podia sentir a frieza de mármore do seu corpo pressionado no meu. O meu coração estava batendo tão alto que foi difícil ouvir o riso baixo dele. "Isso é debatível", ele discordou. "Isso ia ser difícil no sofá". Fria como gelo, a língua dele traçou os cortornos dos meus lábios.
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